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Review de ASHES no site espanhol viriAOR

há 3 dias
3 min de leitura

Saiu dia 12 de abril (deste ano) um excelente review do nosso novo álbum "Ashes" - via ROCK COMPANY (Nl). Clique e confira:

An excellent review of our new album “Ashes” was published on April 12th of this year via ROCK COMPANY (NL). Click and check it out!



Tradução:

  1. Still Living é o renascimento de uma lenda. Após 22 anos de trajetória, a banda brasileira  rompe um longo silêncio discográfico com ASHES, um álbum denso, maduro e conceitual  que redefine seu som para a nova era do rock. Existem bandas que não precisam correr  para chegar longe, e Still Living é o exemplo perfeito. O grupo retornou em março de 2026  com seu quarto álbum de estúdio, um disco que não apenas celebra sua sobrevivência na indústria, mas também marca uma evolução sonora radical em relação às suas raízes no  hard rock melódico.

    Uma metamorfose sonora…

    Se em trabalhos anteriores já vislumbrávamos a intenção de expandir seus horizontes, em ASHES a banda se liberta de qualquer rótulo. Sem dúvida, é o álbum mais pesado,  complexo e cheio de nuances de seu catálogo.

    A produção aposta em um som orgânico, no qual o peso das guitarras convive com  atmosferas quase progressivas, demonstrando que a maturidade fez muito bem à banda.

    Embora não se apresente como uma ópera rock linear, o álbum funciona como uma  unidade conceitual. As letras de ASHES atuam como um espelho dos tempos atuais,  transitando entre a crítica sociopolítica e a introspecção emocional.

    «Who Dares»: Um verdadeiro canhão de energia que aborda o caos político atual. Uma  liberdade criativa delirante, uma escolha que equilibra determinação e perspectiva: para  encontrar clareza, primeiro é preciso ter a coragem de enfrentar o caos com a mente  aberta e passos firmes.

    «Ashes in the Hourglass»: Uma faixa mais contemplativa, que nos lembra da fragilidade do tempo e de como ele jamais pode ser recuperado. O tempo não é um fio que se desenrola, mas um cristal que seguramos enquanto corremos: sua única certeza é a beleza com que  brilha pouco antes de se quebrar.

    Em contraste com o fogo e a poeira presentes no restante do álbum, «Immaculate Ocean»  introduz o tema da redenção. É a busca por um lugar — físico ou mental — que não tenha  sido contaminado pelo caos. É o momento de calmaria após o incêndio, sugerindo que,  depois que tudo se queima, o que resta é a essência mais pura do ser humano. Para mim, é o encerramento perfeito, que oferece uma sensação de renovação e esperança após a  transformação em meio à sua própria tempestade.

    Por que destaco essas três faixas do restante do disco?

    Simplesmente porque Still Living sempre manteve um pé na realidade e, neste álbum, 

  2. mostra-se mais incisiva do que nunca.

    Temas como:

    • A queda das ideologias modernas.

    • A desconexão humana na era digital.

    • O sentimento de herdar um mundo em ruínas e a responsabilidade de reconstruí-lo.

    Quer uma desculpa ou um motivo para ouvi-lo agora?

    Em um mercado saturado de singles efêmeros, Still Living nos obriga a sentar e ouvir um  álbum de verdade. ASHES é uma experiência imersiva. Não busca um hit fácil para tocar nas rádios, mas sim a permanência, por meio de composições sólidas e de uma honestidade  brutal.

    Querem um fato curioso sobre este lançamento? A banda enfatizou sua liberdade criativa,  afastando-se das gravadoras tradicionais e abraçando uma abordagem mais contemporânea e direta com seus fãs.

    ASHES consolida sua evolução sonora. Concebido como uma experiência coesa, o álbum  oferece uma intensa jornada sonora, na qual cada faixa explora atmosferas distintas,  mantendo uma forte unidade artística. Melodia, peso e dinâmica estão cuidadosamente equilibrados, reforçando o caráter imersivo e multifacetado do álbum.

    Sem se preocupar com rótulos, a banda continua a se definir simplesmente como rock.  ASHES é um testemunho dessa visão, uma obra que representa a liberdade criativa, a  maturidade artística e uma evolução constante, construída ao longo dos anos.

    Se isso ainda não for suficiente para convencê-lo, faça o seguinte: aperte o play e aproveite!

    Azarock.


 
 
 

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